Posted by: cpi1518 | Julho 18, 2008

Bicicletas!

o futuro será analógico!

carro grande, pinto pequeno!

Posted by: cpi1518 | Julho 10, 2008

Ops.

ops

Posted by: cpi1518 | Julho 10, 2008

Bicicletas Brancas!

Provos! Provos! Provos! Provos! Provos! Provos! Provos! Provos! Provos! Provos! Provos! Provos! Provos! Provos! Provos! Provos! Provos! Provos! Provos! Provos! Provos! Provos! Provos! Provos! Provos! Provos!

http://www.conradeditora.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=84
http://pt.wikipedia.org/wiki/Provos

bicicletas
bicicletas
carros
amor não se compra

Posted by: cpi1518 | Julho 10, 2008

Posters.

posters

Posted by: cpi1518 | Julho 5, 2008

Brasil.

poliça

No Brasil democrático, manifestação é baderna.

Posted by: cpi1518 | Julho 5, 2008

Zumbi!

zumbi!

Este foi o primeiro poster que fiz. Junto com um camarada nós rodamos 500 posters. O esquema é juntar-se com mais pessoas pra poder baratear o custo, porque pra tirar o fotolito e gravar a chapa que é o mais caro dá pra rachar em até umas 4 pessoas dependendo do tamanho do poster que quiser fazer. No formato conhecido nas gráficas por “meia-folha” dá pra fazer duas artes diferentes pelo menos, num formato de papel A3, então dá pra rachar com um camarada. Lembrando que depois que você tiver a chapa gravada, o custo das impressões ficam bem menores, na casa dos centavos cada poster, isso é claro, dependendo do tipo de papel que escolher.

Comecei a usar o Zumbi nos meus trampos justamente por acreditar que a arte fosse algo que nos libertasse mesmo, que nos mostrasse o mundo com outros olhos, que nos permitisse acreditar que realmente temos a capacidade de alterar nossas realidades, mas que para isso seria necessário uma luta árdua, correndo contra a maré mesmo.

Trecho da letra de “Afro Brasileiro” do Thaíde e DJ Hum.

Somos descendentes de Zumbi, grande guerreiro.

Todo dia quando vou sair de casa pra rua, faço um sinal da cruz pra fazer juz a fé em Deus e nos Orishás, sou duro na queda porque sou filho guerreiro de Ogum com Iemanjá. E pra injuriar os conservadores imbecis tenho orgulho e bato no peito: Sou descendente de Zumbi grande líder negro brasileiro, por nossa liberdade enfrentou exércitos e Deus mas acabou perdendo a cabeça e, não é a cara dele que eu vejo nas camisetas, botoms, toucas e bombetas, nem Ganga Zumba eu vejo nas jaquetas, até o rap o traiu, importando santos pro nosso terreiro. Que falta de respeito por um homem de coragem que lutou pelos negros no Brasil inteiro! Meu companheiro ou minha companheira não digam besteira, se assumam, ensinem nossa cultura a sua família, a nossa tradição, a nossa evolução, tudo isso está em suas mãos!

Posted by: cpi1518 | Julho 2, 2008

Depredação Racional.

pixo

Sempre que descobrem que eu pinto na rua, as pessoas me perguntam se sou ou fui pixador. Não tenho essa disposição, nunca tive, as vezes a gente faz uma cagadas, mas o rolê memo, nada. Acho foda demais, piro, fico alucinado imaginando como o maluco fez pra pegar um beral daqueles, quantos foram necessários pra pintar debaixo daquele viaduto, prestando atenção naquela letra, naquela marca. Acho que as pessoas ficam chocadas com a pixação muito mais por ela ser um ataque explícito à propriedade privada do que propriamente o desrespeito pelas leis. Sempre vejo o pixo como um vírus na cidade, um grito de dor, de raiva, muito mais do que poluição visual - como insistem em dizer. A grande maioria dos pixadores são jovens da periferia - é claro que tem boy também - que durante a vida inteira foram marginalizados, e de alguma forma precisam descarregar essa raiva acumulada. Tenho um amigo que pixa que me disse uma coisa muito interessante: “Mano, eu sempre senti um prazer imenso em quebrar as coisas, destruir, sei lá, como se fosse algo aqui dentro, mas vendo direito percebo que sempre foi porque eu queria depredar aquilo que eu achava errado, como se fosse algo racional mesmo”. Isso é foda porque coloca as coisas nos seus devidos lugares, como querer que um moleque cuide da cidade se ele durante todo o tempo é exposto ao que há de mais feio nela: o desrespeito, o descaso, o preconceito. Se pararmos para pensar,  um moleque que escala um prédio de 10 andares pra colocar sua marca lá em cima tem um potencial fudido, né? Quem em sã consciência se arriscaria tanto? Eles traçam o objetivo e executam, sem dó. Nem piedade. Tudo para serem notados, sentirem-se vivos.

Aqui umas fotos foda de rolês:
http://www.flickr.com/photos/_choquephotos_/sets/72157601704170699/show/

Ontem fiz uma matéria com a galera do Urbano (Multishow). Antes de tudo então, gostaria de agradecê-los pelo espaço pra eu falar umas besteiras, e ao camarada Kjá por mais essa, tamo junto parcero.

É engraçado, mas depois de situações como essa, sempre fico com aquela sensação de que poderia e devia ter falado mais, sobre mais coisas, ser mais incisivo, sei lá. Aquela velha história sobre carregar o mundo nas costas, sabe? Mistura de ansiedade com agústia, de querer sempre fazer mais, contribuir mais. Mas enfim - o processo é lento mesmo - a pauta era “Cidade Manifesto”. Falei sobre as coisas que faço e expus um pouco do meu mundo, do meu trampo, das minhas aflições. Questionado sobre o que devemos fazer para melhorar nossa cidade, confesso que fiquei meio que sem saber o que falar, porque se formos analisar, a cidade não é o concreto, é o convívio, são as pessoas. Então se existe alguma coisa que falta mesmo é um convívio respeitoso entre a gente. Se buscarmos em nossa memória, veremos - eu tenho 30 anos - que nossa infância foi vivida na rua mesmo, jogando bola no paralelepípedo, empinando pipa, andando de bicicleta, tretando com os tiozinhos que insistiam em parar o carro onde não deviam. Hoje as ruas tornaram-se apenas pavimento para os carros. Lugar de brincar é no pátio e nas quadras dos prédios, com alguma exceção para a molecada da periferia que ainda curti um pouco. Então acho que o que precisamos de verdade é voltarmos ao convívio de décadas atrás, celebrá-lo de novo, deixar de lado um pouco o computador, o celular, olhar nos olhos de verdade, andar mais de bicicleta, passar mais tempo de bobeira reparando nas formigas. O manifesto aqui embaixo, do pessoal do jardinagem libertária é um pouco do que podemos fazer pela nossa cidade, deêm uma lida, espalhem!

Posted by: cpi1518 | Junho 27, 2008

Jardinagem Libertária.

Esse é o tipo de coisa que eu piro! Tamo junto?! Então tá! Acessem, espalhem!

jardinagem libertária

A Jardinagem Libertária não é um movimento. É uma idéia. Eu não sei de onde veio essa idéia, mas me parece que ela estava no ar, no subconsciente coletivo. É uma idéia de várias pessoas e ao mesmo tempo, não é de ninguém. Para alguns é uma idéia contagiosa, divertida e fértil, como se tivesse vida própria. Para outros é irresponsável, um desrespeito à propriedade e à admnistração pública. Uma coisa eu sei. Pode não parecer, mas a Jardinagem Libertária é uma idéia perigosa. E é assim por que ela nos faz olhar o mundo à nossa volta como sendo nosso. Por muito tempo nós deixamos o controle das nossas cidades, das florestas e do mundo como um todo às autoridades. E o que aconteceu? Nas últimas décadas temos assistido enquanto o mercado imobiliário transforma nossas cidades em puleiros claustrofóbicos de concreto. Enquanto indústrias poluem nossos rios e mares. Enquanto as árvores, parques, calçadas, praças e espaços de convivência comunitária em geral são cobertos por asfalto para beneficiar o transito barulhento de máquinas particulares. Esse não é o mundo no qual nós queremos viver, e nós estamos aqui para dizer aos donos do poder e aos donos do dinheiro que o mundo não é deles. As ruas são nossas! E nós vamos retomar o controle sobre elas! Nós vamos quebrar o concreto impermeável para deixar a Terra respirar. Nós vamos plantar árvores frutíferas para alimentar os pássaros e as crianças. Vamos plantar flores para as velhinhas e os amantes. Vamos convocar a vizinhança e criar uma horta comunitária para recobrar nossa autonomia alimentar e, quem sabe, nunca mais ver alguém passar fome por não ter dinheiro. Nós vamos reconstruir as cidades para que elas sirvam às necessidades que quem vive nelas. E não vamos pedir autorização para ninguém.

Posted by: cpi1518 | Junho 3, 2008

Rascunhos de 2007.

Série de desenhos que fiz no ano passado com caneta bic.




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