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Limpeza no computador. Achei umas coisinhas meio véias aqui. Essa ilustra fiz faz um tempão pra um concurso de camisetas, desses que hoje pipocam pela internet. Simpático ele, né?

Entrei no site da Secretaria de Estado e Planejamento do Governo de São Paulo para ver se tinha mais alguma coisa sobre a Concorrência para a construção do Parque do Belém e qual foi minha surpresa ao encontrar este comunicado aqui:
Prezados Senhores,
Publicado no D.O.E. de 23/05/2009, Jornal da Tarde de 23/05/2008 e no Site do Planejamento.
COMUNICADO RELEVANTE
Comunicamos que a CONCORRÊNCIA PÚBLICA Nº 005/2009, para contratação de serviços de engenharia de implementação do Parque Estadual do Belém marcada para 15/06/2009 , está SUSPENSA, para revisão do projeto básico, devendo a Secretaria de Economia e Planejamento, após a fixação da nova data para abertura das propostas republicar o aviso nos termos da legislação vigente.
Andaram fazendo besteira me parece, revisar não quer dizer “procurar cagadas”? Se foi isso realmente, eu espero que consigam melhorar o projeto e não piorar. Assim que tiver um tempo vou lá tomar um café com o Seu Caco e me informar sobre o que de fato aconteceu.
Para entender como foi que eu conheci o Seu Caco, leia os outros dois posts sobre o Parque do Belém:
- Parque do Belém: Segue a Saga
- Parque do Belém: Descaso e abandono

Rabisquei esse desenho enquanto refletia sobre o fato de termos nos distanciado tanto da natureza, depois de ter lido o post da Giuliana lá no Gaiatos e Gaianos.
No Domingo passado fui ao Sesc Ipiranga assistir ao show do Cordel do Fogo Encantado junto com minha garota e um casal de amigos. Acabamos chegando um tempão antes e aproveitamos para ficar sentados no deck que tem lá atrás do parque conversando e observando o céu e as pessoas. Nos assustamos ao ver uma senhora brigando com um garotinho que pisou no gramado – que é para ser pisado -, e aí é que eu percebi como é que esse isolamento vai “nascendo” em algumas pessoas. Aquela senhora nem percebeu, mas com a bronca que ela deu no pequeno, a última coisa que ele vai querer fazer da próxima vez é se aproximar daquele gramado.
Naquele pedacinho de céu que podíamos olhar em meio a tantas árvores, o tráfego de passarinhos era tão grande que nem por um segundo ele ficava totalmente livre, ficamos ali observando um tempão e por um momento pude ter a exata percepção do mal que temos feito a eles. É como se ali, naquele pequeno espaço houvesse um oásis, o paraíso para aqueles que voando o tempo todo são obrigados a assistir todos os dias seus espaços indo pros ares em meio a especulação imobiliária.
Como um raio, um Bem-te-vi pousou em um poste bem a nossa frente e ali ficou alguns minutos – sim, minutos -, desconfiado e com aquela “máscara” que tem nos olhos, ele nos observou durante todo o tempo, talvez nos julgando, sei lá. Só sei que me senti um pouco culpado naquele momento.

Posts muito bons que li agora pela manhã e replico aqui:
- Contra ou a favor? Por Willian Cruz / Vá de bike.
- Carta ao futuro motorista e A indústria das indústrias – Blog de Ecologia Urbana








