
Canudos, Quilombo dos Palmares, Huerta Orgásmika…
Ocupar espaços públicos e transformá-los em espaços de convivência, podem até ser tolerados pelo Estado, agora transformá-los em alternativas para uma alimentação saudável e gratuita para a comunidade, pode ser encarado como uma atitude de desrespeito ao capital e aí a gente já sabe o que pode acontecer – li sobre a Horta Orgázmika lá no Jardinagem Libertária.
Movimentos de Guerrilla Gardening (Assistam esse vídeo!) tem espalhado-se pelo mundo todo. Atitudes desse tipo são urgentes, precisam ser feitas. Recuperar os espaços públicos deve estar na ordem do dia, e se isso estimular as pessoas a interferirem na cidade, melhor ainda.
Ser um agente de transformação na cidade, embora seja o certo a se fazer, aos olhos da lei, pode ser interpretado como vandalismo e incitação ao crime. É a velha desculpa de criminalizar algo que está trazendo benefício as pessoas, mas que não gera receita para nenhum empresário, pelo contrário desestimula as pessoas a consumir. O ganho de consciência da população irá trazer cada vez mais embates com o Estado enquanto iniciativa Privada – assim eu vejo o Estado, uma imensa empresa de favores -, e isso está cada vez mais claro, aqui em São Paulo, a famosa multa ao cicloativista André Pasqualini é o mais claro exemplo disso.
As tranformações sociais estão acontecendo de forma tão rápida e descontrolada às vistas dos velhos donos do mundo, que eles não tem outra alternativa a não ser apelar para a violência. Modelos criativos de participação popular pipocam por todos hemisférios e a internet acelera o processo de absorção dos mesmos. Não há mais volta para isso, os jovens estão cada vez mais gostando e assimilando a sensação de liberdade que estas atitudes oferecem, lutar contra isso, é a maneira mais medíocre e preguiçosa que existe, é como tentar conter a pixação apagando os muros e dando de bandeja muros novos para os ataques. Definitivamente o mundo mudou, e os velhos donos dele ainda tentam lutar contra isso usando as mesmas armas de décadas atrás. Patético, porém previsível. Não se pode esperar de porcos nada além de muita sujeira.









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