Em situações como a de hoje, a mídia fica sempre atrás de especialistas para justificarem os “porques” do evento, no caso, a enchente que deixou São Paulo praticamente submersa em alguns trechos.

Algumas pessoas apressaram-sem em dizer que em apenas um dia choveu praticamente toda a média para o mês, houveram aqueles que culparam a falta de limpeza dos córregos que desaguam no Rio Tietê e Pinheiros, não faltaram desculpas para justificar o injustificável fato de que nossa cidade está praticamente toda impermeabilizada! E numa região de várzea! O que é mais absurdo. Olha só a definição de várzea extraída do Wikimedia:

“Várzea é a campina plana às margens de um rio que em época de enchente é inundada com as águas deste último.”

Ou seja, desde a época em que minha avó nadava por aquelas bandas o Rio sempre seguiu seu curso natural. Em épocas de cheias ele transborda e ponto final. São rios de planície! Nossos governantes são amadores, ou muito burros.

Aí você me pergunta, mas então qual a solução? E eu te respondo: Devolva à várzea o que lhe é de direito, solo aberto, exposto, para que a água possa ser absorvida durante as cheias. Transforme as áreas próximas aos rios em imensos parques lineares com ciclovias e espaços de convivência. Ah mas não é fácil assim… Não mesmo, exige de um governante postura, comprometimento com o bem público e principalmente caráter para evitar que empresas governem por ele. Nosso executivo durante anos tem pautado suas ações no trânsito e especulação imobiliária. Estou errado? Aumento de IPTU, fluidez em detrimento da vida, pontes e viadutos que levam de um congestionamento a outro.

Num momento em que o mundo inteiro está preocupado em encontrar soluções sustentáveis para seus problemas de mobilidade e qualidade de vida, abdicando principalmente do transporte individual e investindo em transporte público eficiente, os que governam nossa cidade preferem continuar com as políticas herdadas do Maluf. Triste, mas eu nunca esperei mais deles. Quer um exemplo de governantes de peito? Então toma:

Enrique Peñalosa, ex-prefeito de Bogotá:

Jaime Lerner, ex-prefeito de Curitiba e inspiração para o projeto colombiano: