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Não é o fim, é o caminho o que interessa.

Sem comentários!
Das melhores mesmo, pena que fiquei mal e acabei indo pra casa no meio.

Quem vai vamo!

Arte: Laura Sobenes

Bicicleta Lá Fora: conversa, música e diversão

No próximo sábado (14/08), das 16h às 22h, a Ciclocidade promove uma pequena festa com o tema “Bicicleta Lá Fora”, aproveitando a recente participação de dois diretores da Ciclocidade em congressos na Europa.

Às 17h realizaremos uma conversa sobre a realidade cicloviária em outras partes do Brasil e do mundo, acompanhada de exibição de fotos e vídeos.

Na sequência, música e diversão no Espaço Contraponto, que fica na rua Medeiros de Albuquerque, 55 – Vila Madalena. A contribuição sugerida é de R$ 5,00.

Só quem pedala sabe.

Fiz este desenho ontem, e ao ler o texto que o Odir postou hoje, parece até que fiz pensando em suas palavras. Muito bom o post, exemplifica o quanto nossa relação com a cidade e as pessoas  muda depois que passamos a viver o cotidiano de bicicleta. Mais respeito, compreensão e uma vontade de mostrar aos outros que é possível.

Uma cidade mais humana, essa é a meta. Vamo que vamo!

Quem não é visto, não é lembrado. Melhor assim!

Ontem, sobre a conversa com o Pascal van den Noort, algumas coisas ficaram muito claras para mim.

Para a introdução de um plano cicloviário em uma cidade como a nossa, a pressão popular deve ser esmagadora, intensa, a sociedade civil organizada deve estar no cerne das discussões, abraçar o projeto. Ele citou inclusive não apenas a participação de Associações de Cilistas, mas também as de bairro, movimentos femininos e outros, numa clara demonstração de que um plano cicloviário afetará todas as pessoas e por isso deve ser colocado na agenda de qualquer movimento social.

Um projeto desses só terá vida longa se os cidadãos o acolherem de verdade, porque a princípio, durante sua implantação é necessário que existam pessoas dispostas a incentivar outras a “usar” a ciclovia, ele usou um termo como “urban heroes”, é preciso frequência de “usuários” para que o projeto não falhe.

Investindo num plano cicloviário, a cidade  em alguns anos acabará tendo uma melhora significativa com cidadãos mais saudáveis, mais áreas verdes, menos violência, e um aumento de receita, já que estas áreas afetadas são umbilicalmente conectadas ao orçamento de saúde, trânsito. Ele citou o caso de Bogotá como um exemplo muito claro disso.

Outra coisa, é preciso que nós encontremos o nosso “projeto”, pois nunca será possível implantar sistemas copiados de outras nações. Cada cidade tem a sua cultura, suas necessidades especiais e isso faz de cada projeto um sistema único.

Foi muito bom poder conversar com ele, acho que nos deu a todos uma visão mais ampla do que temos que pensar daqui para frente.

P.s. Quero agradecer muito a Renata Lajas que nos ajudou traduzindo as palavras do Pascal, seria praticamente impossível com nosso inglês paraguiao ter passado tanto tempo conversando com ele.

O autor

Valdinei Calvento - ilustrador.

Gente boa, tranquilão, bom pai, anda de bicicleta (e acredita nela), curte desenhar, plantar umas sementinhas, acredita em algumas pessoas, luta por elas, e sempre que possível, corre de São Paulo.

Bicicleta Girassol é o meu portifólio.

Creative Commons

Gostou dos desenhos e textos? Odiou? Não tem problema, se estiver afim, pode usar, fica à vontade. Tudo o que está aqui é seu também. Se quiser, é claro.

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