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Arte: Marcelo Siqueira.

Quem vai, vamo… Sexta 26, Paulista com a Consolação. Ao cair da noite.

Depois da Normose – Salve Professor Hermógenes -, a Carrose.

Semana passada estive na casa de um grande novo amigo que fiz através da bicicleta. Muita conversa, muita reflexão, muita tinta e paciência. O Aleba silkou algumas peças e eu pude testar umas cores e a absorção do papel. Valeu pela força parcero!

Ontem, sobre a conversa com o Pascal van den Noort, algumas coisas ficaram muito claras para mim.

Para a introdução de um plano cicloviário em uma cidade como a nossa, a pressão popular deve ser esmagadora, intensa, a sociedade civil organizada deve estar no cerne das discussões, abraçar o projeto. Ele citou inclusive não apenas a participação de Associações de Cilistas, mas também as de bairro, movimentos femininos e outros, numa clara demonstração de que um plano cicloviário afetará todas as pessoas e por isso deve ser colocado na agenda de qualquer movimento social.

Um projeto desses só terá vida longa se os cidadãos o acolherem de verdade, porque a princípio, durante sua implantação é necessário que existam pessoas dispostas a incentivar outras a “usar” a ciclovia, ele usou um termo como “urban heroes”, é preciso frequência de “usuários” para que o projeto não falhe.

Investindo num plano cicloviário, a cidade  em alguns anos acabará tendo uma melhora significativa com cidadãos mais saudáveis, mais áreas verdes, menos violência, e um aumento de receita, já que estas áreas afetadas são umbilicalmente conectadas ao orçamento de saúde, trânsito. Ele citou o caso de Bogotá como um exemplo muito claro disso.

Outra coisa, é preciso que nós encontremos o nosso “projeto”, pois nunca será possível implantar sistemas copiados de outras nações. Cada cidade tem a sua cultura, suas necessidades especiais e isso faz de cada projeto um sistema único.

Foi muito bom poder conversar com ele, acho que nos deu a todos uma visão mais ampla do que temos que pensar daqui para frente.

P.s. Quero agradecer muito a Renata Lajas que nos ajudou traduzindo as palavras do Pascal, seria praticamente impossível com nosso inglês paraguiao ter passado tanto tempo conversando com ele.

Soneto em duas rodas

Santo Pedro manda pra todos um recado
que só consegue ouvir quem está molhado.
É pra se ter de ouvido:
“Você tá vivo, menino!”

Chame a chuva pra chinfra; vem a chuva,
e o cheiro de chuva em chamas chamusca.
Chove em Quixotes
uma chuva-chicote.

Montados em suas magrelas
(que tratam como donzelas)
encontram-se seres humanos.

Cicloquixotes que chovem sozinhos
enfrentam gigantes-moinhos
voando ligeiro, anjos urbanos.

Soneto que o Felipe fez sobre andar de bicicleta na chuva, lindo demais!

“Você fez um desenho pro meu soneto e eu fiz um soneto pro seu desenho. Pedalar na chuva é isso mesmo.”

Valeu aí parcero!

Ontem eu assisti a um parto, bem de perto mesmo. E como todo parto ele me fez pensar mais uma vez no futuro, na cidade que eu quero pra mim, pra minha família e pra você. Nossa cidade é nosso lar, nosso ninho, é preciso cuidado e carinho para construí-lo. Vamo que vamo galera! Só tenho a agradecer aos amigos que fiz e a esperança que ontem se renovou no meu coração.

O autor

Valdinei Calvento - ilustrador.

Gente boa, tranquilão, bom pai, anda de bicicleta (e acredita nela), curte desenhar, plantar umas sementinhas, acredita em algumas pessoas, luta por elas, e sempre que possível, corre de São Paulo.

Bicicleta Girassol é o meu portifólio.

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Gostou dos desenhos e textos? Odiou? Não tem problema, se estiver afim, pode usar, fica à vontade. Tudo o que está aqui é seu também. Se quiser, é claro.

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